Li, achei interessante, de um modo geral, e estou divulgando.
Em plena 27ª edição do Festival de Dança de Joinville, a dança e as artes de um modo geral, ainda precisam ser inseridas no calendário cultural da população. Para isso, se precisa de mais estado de consciência do que existe hoje e de muito, mas muito profissionalismo.
Esta matéria foi extraída da Revista Dança Brasil, ed. fev/2009
Vivemos numa cidade caótica como tantas outras no Brasil e no mundo, e insistimos com nossos alunos para que, cheguem cedo nas aulas, se aqueçam para evitar futuras lesões, serem educados, disciplinados, e acima de tudo persistentes, já que ecolheram a arte da paciência, e da repetição inúmeras vezes procurando a tão sonhada perfeição, que não atigirão jamais, porque ela não é permitida aos humanos; e mesmo que conseguissem a tão sonhada meta os bens materiais nunca estarão a altura dos sacrifícios feitos, sem dúvida, com paixão e amor pela dança.
Os exemplos que estes estudantes e profissionais recebem da rua são péssimos; motoristas com evidências de alienação, que só faltam passar por cima dos pedestres, ou carros acelerando desenfreadamente para impedir a ultrapassagem; o sexo na verdade não importa, já que se anos atrás guiar era privilégio do sexo masculino, hoje está tudo igual. Estes conceitos acontecem na minha mente, porque dançar é o resultado de um estado de alma muito especial, e só conseguiremos resultados quando a educação e a cultura estejam caminhando por vias paralelas, quando o interesse das grandes empresas e o governo sem as suas burocracias procurarem resultados a curto e médio prazo, já que não adianta falar em inflação zero na economia mundial, quando as classes baixas e médias sentem na pele a diminuição enorme do poder aquisitivo, e são obrigadas a desistir dos seus sonhos, quando algumas décadas passadas tudo era possível e eu que vos escreve sou testemunho de tudo isto. É preciso não se acomodar e lutar pelo que acreditamos; aperte o queixo e vão em frente!!!
Ismael Guiser (1927-2008)

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